Infertilidade: como a Nutrição Funcional pode ajudar

Infertilidade é a dificuldade de um casal em reproduzir, após a tentativa de 1 ano, com relações sexuais freqüentes e sem uso de qualquer método anticoncepcional.

Várias são as causas de infertilidade. Dentre os fatores que podem ser melhorados com auxilio da nutrição funcional, destacam-se: a síndrome dos ovários policísticos, endometriose, disbiose vaginal, envelhecimento ovariano, processos alérgicos, estresse, distúrbios do sono, deficiências nutricionais, deficiência na produção da camada endometrial, consumo excessivo de alimentos com efeito “anticoncepcional” e/ou abortivos,  baixa produção de espermatozóides e varicocele. Fatores ambientais, como tabagismo, exposição tóxica à agrotóxicos, metais pesados, derivados de plástico e quimioterápicos; fatores biológicos como, sobrepeso, idade avançada, desequilíbrio hormonal, doenças tireoidianas, hiperprolactinemia, doenças sexualmente transmissíveis e obstrução tubária também são fatores comuns.

O tão sonhado momento da gestação pode estar sendo atrasado por deficiências nutricionais simples que afetam a qualidade do óvulo e/ou espermatozoides. Essas deficiências podem ser melhoradas através da suplementação e melhora da qualidade da alimentação do paciente.

Problemas relacionados com a implantação podem estar sendo gerados por uma disbiose vaginal. Existe uma microbiota ideal que deveria habitar a vagina, mas muitas vezes a presença aumentada de candida, E.coli, Streptococcus, Clamidia, são grandes sinais de disbiose.

Alguns sintomas como infecções urinárias de repetição e/ou candidíase vaginal e/ou dor na relação sexual e/ou forte odor na vagina, podem estar relacionados a presença de disbiose vaginal. Infelizmente o próprio tratamento dessas intercorrências a base de antibióticos e antifúngicos agravam a situação de disbiose.

Distúrbios do sono como insônia e sono superficial também podem estar intimamente relacionados com a infertilidade. Isso porque, nessa condição, há uma má produção de melatonina que por sua vez, quando em deficiencia no blastocisto está envolvida nas falhas de implantação. Já é sabido que a melatonina é importante para a sobrevivência do embrião e também para a implantação. E esta falta pode ser secundária a produção de omega-3, falta de triptofano, alteração genética na produção de ácido fólico na sua forma ativa, falta de vitamina B6 (piridoxina), entre outros fatores que afetam a sua produção endógena. Aqui a nutrição funcional atua modulando a dieta e fornecendo os nutrientes essenciais para uma melhor produção endógena de melatonina.

Uma boa qualidade de sono ainda, é importante para uma produção adequada de cortisol, o chamado hormônio do estresse. Mulheres estressadas e extremamente ansiosas podem ter os planos de engravidar adiados justamente por isso. Níveis elevados de cortisol a médio e longo prazo interferem na produção dos hormônios sexuais femininos além de induzirem a morte de oócitos. Isso diminui expressivamente o sucesso de fertilizações assistidas e a fertilidade como um todo.

A fitoterapia aplicada à nutrição clínica funcional pode contribuir muito nesses casos, ao modular a produção de cortisol e diminuir a ansiedade e picos de estresse.

 

Outra condição que afeta muito a  fertilidade é o aumento de radicais livres nos ovários e endométrio. Idade avançada, deficiências nutricionais, síndrome dos ovários policísticos, endometriose, tabagismo, poluentes ambientais, uso abusivo de álcool e obesidade são os principais gatilhos e causas de infertilidade por estresse oxidativo e consequente envelhecimento ovariano.

É por isso que mulheres em idade fértil devem ter uma atenção maior ao estilo de vida que levam e ao que colocam no prato habitualmente. Em muitos casos, apesar de se ter um “lifestyle” e hábitos alimentares saudáveis, a suplementação de nutrientes, antioxidantes, lactobacillus e fitoterápicos específicos podem ser determinantes para o retardo deste envelhecimento ovariano, para uma maior chance de gestação e claro, para a manutenção de uma gestação segura e saudável tanto para o bebê quanto para a mãe.

Sabe-se também que dietas restritivas e com baixo teor de carboidratos também podem atrapalhar o sucesso de uma gestação ao afetar a histologia ovariana, induzindo o desenvolvimento de folículos anormais nos ovários em prole de primeira e segunda geração. Esse achado pode influenciar a função ovariana, resultando em um início puberal precoce e um declínio também precoce da expectativa de vida reprodutiva.

Alergias alimentares podem estar envolvidas em casos de infertilidade inexplicável. Estudos têm mostrado cada vez mais uma íntima relação entre alergias alimentares e menor sucesso nos tratamentos de fertilidade e menor número de gestações bem sucedidas.

Uma das teorias seria a inflamação crônica e de “baixo grau” que as alergias não diagnosticadas/tratadas provocam no organismo feminino, a qual teria interferência direta no Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF) no endométrio, por exemplo, reduzindo a chance de implantação do embrião. As alergias alimentares mais estudadas e relacionadas de forma negativa com a fertilidade são a doença celíaca não diagnosticada e as alergias mediadas por IgE. Investigar alergias alimentares em mulheres que estão se preparando para uma gestação (seja natural ou assistida) é tão importante quanto identificar e tratar deficiências nutricionais.

Quanto mais informações tivermos sobre o corpo e a saúde dessa mulher, mais ferramentas temos para potencializar ao máximo o sucesso da tão desejada gestação.

Por útlimo, mas não menos importante… relacionado a infertilidade masculina, a baixa produção de espermatozóides, a presença de varicocele e a baixa libido, podem ser melhorados também através da nutrição funcional, mediante a melhora da dieta, introdução de suplementos nutricionais e/ou fitoterápicos.

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